Após a primeira sessão do julgamento do mensalão ontem (2), o advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, disse ver uma brecha para retomar questões já rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu.
O assunto poderia ser levantado por uma nova questão de ordem, a exemplo do que ocorreu no início do julgamento, com um questionamento sobre a competência do STF para julgar réus sem foro privilegiado. A questão, proposta pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, foi aceita pelo ministro Ricardo Lewandowski, mas rejeitada por 9 votos a 2 após três horas e meia de discussão.
Para o advogado de Jefferson, a Procuradoria-Geral da República diz que o governo foi beneficiado com o esquema e que Lula representava o governo. De acordo com Barbosa, não houve contradição entre sua posição e a de Jefferson que, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", disse que Lula não teve participação do esquema. "Não tem nenhuma contradição. Lula representava o governo", disse.