O escândalo envolvendo o candidato a prefeito de Campo Grande, deputado estadual Alcídes Bernal (PP), e o clima tenso da campanha eleitoral transformaram em caldeirão a “Casa do Diabo”, conforme definiu o presidente da Casa, vereador Paulo Siufi (PMDB), com a manifestação de taxistas e bate boca de vereadores.
O presidente da Cooperativa dos Condutores Autônomos Rodoviários de Campo Grande (Coopertáxi), Flávio Panissa, participou da sessão de ontem, na Câmara, para esclarecer a denúncia sobre lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e agiotagem contra Alcídes Bernal, ex-presidente da entidade Waltrudes Pereira Lopes e a empresária Mirian Elzi Gonçalves.
Conforme explicou Flávio, o fato aconteceu em 2009 quando Bernal supostamente emprestou R$ 100 mil à cooperativa – TED feito por Mirian no dia 20 de março – e no mesmo dia o candidato a prefeito, na época vereador, recebeu um cheque de R$ 106,300 mil que seria descontado quatro meses depois, se tivesse fundos. Porém, nos registros da Coopertáxi, segundo o presidente, não existe nenhum contrato a respeito do empréstimo. “Se tiver que pagar alguma coisa, a gente paga, mas cadê os contratos?”, questionou Flávio.
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