Com a sua decisão, Campo Grande é a única Capital do País onde o eleitor não tem a oportunidade de acompanhar o desempenho dos candidatos a prefeito nas pesquisas de opinião pública. A juíza impôs censura prévia a imprensa e até mandou a Polícia Federal invadir o Correio do Estado atrás de pesquisa que ainda nem existia. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no entanto, derrubou dias atrás a liminar da juíza proibindo a divulgação da pesquisa do Ibope pela TV Morena (Rede Globo).
O desembargador Josué de Oliveira evitou entrar na polêmica da proibição das pesquisas porque poderá participar de decisões sobre o caso. Mas lembrou das reuniões com juízes de vários municípios para discutirem medidas a serem aplicadas no decorrer da campanha.
“Nessas reuniões nós recomendamos para que os juízes tivessem bom senso”, relatou.
Ele destacou, no entanto, o papel fiscalizador eleitor por estar fazendo queixas sobre a colocação de cavaletes nos canteiros das ruas e avenidas da cidade. “Muitos dificultam a visão dos motoristas. Há muita reclamação neste sentido”, comentou Josué ao chegar na OAB-MS dias atrás para participar de evento.
Enxurrada de recursos
O desembargador Josué de Oliveira voltou a apontar a Lei da Ficha Limpa pela enxurrada de recursos no TRE. “A grande quantidade de impugnações que ocorreu, eu acredito que foi devido a aplicação da Lei da Ficha Limpa”, observou.
Ele acredita ainda no aumento do número de vagas nas câmaras municipais para contribuir com o elevado índice de impugnações de registro de candidaturas.