Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começam a discutir quando os réus condenados no processo do mensalão serão enviados à prisão. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a tendência é que não prevaleça o pedido do Ministério Público de prisão imediata, para não favorecer a tese de julgamento político. No fim do julgamento, que tem três capítulos pela frente, os juízes decidirão o tamanho das penas dos condenados, mas ainda não é possível saber quais deles irão para a prisão.
Quanto à execução das punições, há três opções: imediatamente após a sentença, independentemente da publicação da decisão (acórdão) e respectivos recursos; após a publicação da decisão; ou somente após a análise de todos os recursos. Quando apresentou a acusação, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a prisão imediata dos condenados. Ministros ouvidos pelo jornal, no entanto, descartam apressar a efetivação das condenações. A ideia é agilizar o acórdão e julgar rapidamente os embargos propostos contra as condenações. Os ministros do STF marcaram uma sessão extra para discutir outros assuntos na manhã de quarta-feira.