A biografia dos políticos envolvidos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira está em jogo. A afirmação é do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que critica o possível acordo entre o PMDB e o PT para encerrar ou estender a comissão, por no máximo, 30 dias. Integrantes das duas legendas estariam temerosos com possíveis "respingos" das investigações. "Se esse acordão, que sem dúvida nenhuma foi tentado, impedir que a CPI se prolongue por um tempo razoável nós vamos levar o caminho mastigadinho para o Ministério Público para que faça a investigação. Isso vai ser a desmoralização do Congresso Nacional e dos partidos que vão fazer esse acordão porque os dados estavam todos lá, só não foi adiante porque um grupo de deputados e senadores, e aí nós vamos nominar cada um, atuou para impedir a investigação", ameaçou Onyx, um dos integrantes da CPI
Os parlamentares só vão decidir por quanto tempo a comissão será prorrogada em reunião no dia 30 de outubro, após o segundo turno das eleições. O plano B de encaminhar o caso ao MP para evitar que tudo "acabe em pizza" está sendo arquitetado pelo grupo dos chamados parlamentares "independentes" - entre eles os deputados Rubens Bueno (PPS-PR), Miro Teixeira (PDT-RJ) e Onyx; e os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).