A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira volta a se reunir, na terça-feira (30), depois de ficar suspensa por praticamente dois meses por causa das eleições municipais. Os líderes partidários já concordaram com a prorrogação, cujo prazo original termina no dia 4 de novembro, mas ainda não definiram por quanto tempo.
“Essa questão é que está em discussão, porque tentou se chegar a um acordo entre os partidos - tem gente falando em 180 dias, outros em 60. Para nós, o prazo tem de ser o necessário para que as investigações não fiquem no meio do caminho”, afirma o deputado Ivan Valente (Psol-SP).
Para a CPMI ser prorrogada, é preciso que 1 em cada 3 parlamentares apoie a continuidade das investigações. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) busca apoio para estender os trabalhos por seis meses e diz já ter conseguido 7 assinaturas a mais do que as 27 necessárias de senadores.
Já na Câmara, ainda não foram obtidas as 171 assinaturas necessárias, por causa da reduzida presença na Casa durante o período eleitoral. Se for atingido o número de assinaturas necessárias, a prorrogação será automática, não necessitando de aprovação no plenário da CPMI. Quem assinou o documento pode retirar o apoio até a publicação no Diário Oficial do Congresso.