Após três meses de julgamento, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiraram folga nesta última semana do processo do mensalão em razão de uma viagem do relator para tratamento médico.
A "pausa", segundo ministros foi positiva para analisar questões pendentes, como eventuais ajustes a serem feitos nas penas dos 25 condenados pelo esquema de compra de votos em troca de apoio político durante o governo Lula.
Na análise das penas de dois réus, por exemplo, verificou-se que Ramon Hollerbach poderia obter uma multa maior do que o sócio Marcos Valério, considerado o operador do esquema pela Procuradoria Geral da República.
Na fase de dosimetria (tamanho das penas), Valério obteve 40 anos, 6 meses e 1 dia de prisão. A multa é estimada em R$ 2,72 milhões (em valores que ainda serão corrigidos). A pena parcial de Hollerbach – os ministros não terminaram de definir a punição – soma 14 anos de prisão e a multa de R$ 1,634 milhão.
Quando o julgamento foi interrompido na última sessão, os ministros discutiam a possibilidade de Hollerbach ter pena maior para lavagem de dinheiro do que Valério. Na punição de lavagem a Valério, foi vencido o voto do revisor, ministro Ricardo Lewandowski, que propôs 6 anos de prisão para Valério ante os 11 anos de detenção propostos pelo relator, ministro Joaquim