As eleições municipais de outubro deste ano deixaram muito claro que o PMDB, em Mato Grosso do Sul, sofreu forte processo de desagregação. E que se não houver uma intervenção forte e clara do governador André Puccinelli (PMDB), teoricamente a liderança mais forte, as eleições de 2014 serão desastrosas. As divisões internas deixam à mostra as cicatrizes que restaram da política do salve-se quem puder, em outubro em todo o Estado e no segundo turno, em Campo Grande.
As declarações, nada racionais politicamente falando-se, do presidente regional Esacheu Nascimento, fazendo críticas abertas ao governador e ao prefeito Nelsinho Trad comprovam o desarranjo interno e a falta de interesse em se colocar ordem no partido. Ao defender a candidatura da vice-governadora Simone Tebet, ao Governo do Estado em 2014, o presidente regional do PMDB fragilizou mais a agremiação: e a vice, que se pensava colocaria panos quentes nas declarações do antigo assessor de seu pai, o senador Ramez Tebet, colocou ainda mais lenha na fogueira. E fez críticas ao prefeito Trad Filho, aparentemente, candidato preferido de André Puccinelli. A reação da maioria da bancada federal foi imediata, contra Esacheu e Simone. Mas ficou nisso.
Leia mais no jornal Correio do Estado.