Política

STF

Britto diz que se aposenta com 'dever cumprido'

Britto diz que se aposenta com 'dever cumprido'

Redação

13/11/2012 - 14h37
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, disse hoje (13) que encerrará sua carreira no Judiciário brasileiro “com o sentimento de dever cumprido”. Britto trabalhará como presidente da Casa até a próxima sexta-feira (16), quando será aposentado compulsoriamente por completar 70 anos.

Ayres Britto se despediu nessa manhã do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no qual também é presidente. "Estou virando uma página e estou fazendo com alegria. Não perdi minha viagem como ministro do Supremo, estou certo disso, porque dei o máximo de mim. Fiz tudo com devoção, alegria, amor e responsabilidade. Isso me deixa extremamente feliz. Eu saio sem nenhuma nostalgia ou tristeza", disse o ministro, em sua última sessão De acordo com ele, 70 anos é uma boa idade para deixar o serviço público.

Britto negou que tenha sugerido um mutirão no Supremo para agilizar o fim do processo do mensalão. Caso a ação penal fosse finalizada até a próxima sexta-feira, seu último dia de trabalho, Ayres Britto seria o responsável pela proclamação das sentenças.

"Queria tocar o processo em um ritmo compatível entre presteza e segurança. O que eu não queria incidir, como não fiz, foi em pressa, porque isso prejudicaria a segurança do julgamento. Se não der para eu proclamar [as sentenças], o ministro Joaquim [Barbosa] o fará, e isso não me frustra em nada", explicou.

Sobre sua atuação no STF, o ministro disse que os processos mais marcantes foram os que tiveram como tema a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, a interrupção da gravidez de feto anencéfalo, a liberação de pesquisa com células-tronco embrionárias e o reconhecimento das uniões homoafetivas. Segundo ele, “foram casos que modificaram a cultura e a sociedade brasileira para melhor”.

A partir de segunda-feira (19), o STF será presidido interinamente pelo ministro Joaquim Barbosa - atual relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão - cuja posse será no dia 22 de novembro. Hoje, Barbosa disse que sua gestão deverá ser marcada pela transparência e simplicidade. 

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