O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira condenar o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato a 12 anos e 7 meses de prisão, além do pagamento de 530 dias-multa no valor de 10 salários mínimos à época dos crimes, que totalizam R$ 1,3 milhão.
De acordo com o entendimento da maioria dos ministros, Pizzolato deverá cumprir 3 anos e 9 meses de prisão pelo crime de corrupção passiva por ter recebido R$ 326 mil em troca de favorecimento à agência DNA Propaganda, de Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, em contratos com o Banco do Brasil.
O ex-diretor do BB também foi condenado a 5 anos e 10 meses de cadeia por peculato. Isso porque, de acordo com o Supremo, ele coordenou o repasse de R$ 73,8 milhões do fundo Visanet para a DNA Propaganda e participou do desvio de R$ 2,9 milhões referentes ao bônus de volume do Banco do Brasil para a agência de Valério.
Os ministros também entenderam que Pizzolato cometeu o delito de lavagem de dinheiro ao dissimular e ocultar a origem e o verdadeiro beneficiário do valor recebido por ele. Por esse crime ele foi condenado a 3 anos de prisão.