O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (4) na Câmara dos Deputados que foi informado "genericamente" sobre a operação Porto Seguro um dia antes de ela ser deflagrada.
A informação foi dada pelo diretor-geral da Polícia Federal no dia 22 de novembro, após Cardozo participar da posse do ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Ele estava a caminho de um encontro de ministros da Justiça do Mercosul em Fortaleza, e resolveu adiar a ida para repassar as informações à presidente Dilma Rousseff.
Cardozo foi convidado pela Câmara para falar sobre a operação, que investiga um esquema de fraudes em pareceres técnicos de órgãos públicos para beneficiar empresas privadas.
Segundo o ministro, ele só recebeu detalhes da operação, como a lista dos indiciados e órgãos envolvidos, no dia em que ela ocorreu.
"Eu fui informado na hora que deveria ser, genericamente, da operação na quinta-feira e momentos antes de se iniciar a operação, como mandam as regras das operações da Polícia Federal. [...]", afirmou. De acordo com Cardozo, a PF não pode informar o ministro da Justiça de detalhes de operações com antecedência para não comprometer o sigilo das investigações.
"Não tenho absolutamente nada a me queixar, apenas a aplaudir, porque as regras foram cumpridas", disse.