Na retomada do julgamento do mensalão, hoje, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) corrigiram a pena aplicada ao advogado Rogério Tolentino pelo crime de lavagem de dinheiro.
A mudança abaixou em seis meses a punição. Por este crime, ficou definido que ele recebeu três anos e dois meses de prisão. Mesmo com a alteração, ele recebeu punições que somam oito anos e cinco meses e terá que cumprir inicialmente em regime fechado.
Tolentino foi advogado do empresário mineiro Marcos Valério e condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Ao todo, as penas do núcleo publicitário -que inclui Valério-- ultrapassam 117 anos de prisão.
O tribunal havia resolvido já a situação dos outros réus desse núcleo, mas interrompeu a análise do caso de Tolentino após seu advogado fazer uma intervenção alegando que o relator, Joaquim Barbosa, havia errado ao apontar que o réu teria participado das 46 operações de lavagem de dinheiro.
O advogado de Tolentino alegou, na ocasião, que ele teria sido condenado pela participação de apenas uma prática de lavagem.
Após definir penas, Supremo decide sobre mandatos de réus.