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Condenados no mensalão 'seguem vida normal'

Condenados no mensalão 'seguem vida normal'

Redação

08/12/2012 - 14h18
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Mesmo condenados em última instância por pelos mais variados crimes no esquema de compra de apoio no Congresso chamado mensalão, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, diz que os partidários condenados não serão desfiliados e que "seguem sua vida normalmente com todos seus direitos partidários assegurados". "Quem aplica o estatuto do partido é a direção do partido", declarou neste sábado em entrevista durante reunião do Diretório Nacional do partido.

"Não vemos, primeiro, nenhum crime infamante, que é o que diz o estatuto. E, segundo, nós questionamos o caráter político do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), porque consideramos que não houve compra de votos nem tampouco aplicação de recursos públicos", disse Falcão.

O presidente do PT disse ainda que "inúmeros" integrantes do partido se dispuseram a pagar as multas, considerada por ele como "desproporcionais" aplicadas aos réus petistas.
"O PT não (pagará), mas certamente se as multas forem mantidas eu já ouvi manifestação de inúmeros companheiros que estão dispostos a se cotizar até porque os companheiros não têm recursos para pagar essas multas totalmente desproporcionais aos crimes que lhes são imputados", afirmou o presidente do partido, que admitiu participar no que for possível da "vaquinha" para o pagamento das multas.

Rui Falcão defendeu que fique com o Congresso Nacional a atribuição de cassar ou não os mandatos de deputados condenados pelo Supremo. Enquanto o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, defende que a palavra final seja dada pela corte, o revisor da ação, ministro Ricardo Lewandowski, diverge e considera que cabe aos parlamentares essa decisão.

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