O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a negativa do ministro Joaquim Barbosa em relação ao pedido de prisão imediata dos réus do mensalão "reforça a preocupação com a efetividade da decisão [do STF] e o temor de que se passe muito tempo até o efetivo cumprimento das condenações".
Gurgel diz respeitar a decisão do ministro, apesar de discordar dela. No início da tarde de hoje, Barbosa afirmou que, "embora atípicos e excepcionalíssimos", ainda existem recursos que, se bem sucedidos, poderiam levar à mudança do resultado.
"O que a rigor afasta a conclusão de que o acórdão condenatório proferido pelo Supremo Tribunal Federal em única instância seria definitivo."
Descartada a hipótese de antecipar o cumprimento das penas, Barbosa afirma que a única possibilidade de mandá-los para a prisão seria por algum motivo urgente e temporário, como a tentativa de fugir, por exemplo, o que também não vem ao caso neste momento.