O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse que não considera lançar-se na carreira política. Barbosa comentou uma pesquisa recente do Datafolha que o listou entre possíveis candidatos à Presidência na próxima disputa eleitoral, em 2014. Nos dois cenários em que concorreu, Barbosa obteve 9 e 10% das intenções de voto.
O ministro diz que a pesquisa o deixou “lisonjeado”, mas que ingressar na vida política “nunca, jamais” esteve em seus planos. “Evidentemente (a pesquisa) não muda em nada aquilo que sempre fui: um ser absolutamente alheio a partidos políticos.”
O presdente do STF se opôs às promoções por mérito no Judiciário brasileiro e defendeu que a progressão na carreira de magistrados siga unicamente critérios de antiguidade. Segundo ele, hoje juízes de primeiro grau são forçados a fazer “politicagem” para serem promovidos a desembargador.
“Isso para mim é uma coisa excruciante. O juiz tem que ser livre, independente, na mais ampla concepção do termo.
O juiz que, para obter promoção, tem que sair de pires na mão (pedindo) sobretudo a políticos que deem o apoio à sua promoção, não me parece uma coisa boa”.
Barbosa também sinalizou que buscará proibir que parentes de juízes advoguem nas mesmas cortes onde esses magistrados atuam. “Sou visceralmente contra (a prática). Isso fere o principio da moralidade, do equilíbrio de forças”.