Política

OPINIÃO

Leia o artigo 'Os royalties são nossos também'

Leia o artigo 'Os royalties são nossos também'

Redação

04/01/2013 - 00h00
Notícia sem imagem

Debates travados no Congresso Nacional em 2012 permitiram à sociedade conhecer melhor o significado da palavra “royalties” — receitas provenientes da exploração e uso de marca ou produto, como é o caso do petróleo em alto mar. A discussão sobre o marco regulatório do petróleo começou em 2009, quando o Executivo encaminhou quatro projetos de lei ao Legislativo criando o regime de partilha da produção. Essas matérias, no entanto, silenciavam sobre a redistribuição de royalties.

Ao tramitar na Câmara, um dos projetos recebeu emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que propunha nova partilha dos royalties. O objetivo era estender a receita a todos os Estados — e não apenas ao Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ibsen entendia que a exploração de óleo em mar difere da exploração em terra. No primeiro caso, a exploração é feita em solo da União, diferentemente da exploração de recursos naturais feita em solo de determinado Estado, como o minério em Mato Grosso do Sul.

Desde então, os Estados “não produtores” passaram a exigir nova divisão. O movimento resultou na aprovação em novembro de 2012 do projeto de lei n° 448, de 2011, do senador Wellington Dias (PT-PI). A matéria seguiu para sanção da presidente, que vetou o artigo sobre a redistribuição dos royalties. Para substituir o projeto vetado parcialmente, editou-se a Medida Provisória n° 592, de 2012. A MP prevê a destinação de parte desses recursos à educação, proposta com a qual me identifico.

Além de se considerar “produtores” e os demais Estados “não produtores”, as bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito espalham que, ao mexer no sistema de partilha, o Brasil estará quebrando contratos de concessão. Não é verdade. Todos os acordos serão mantidos.

Discute-se somente a alteração quanto à forma de distribuição das receitas.

O esperneio desses dois Estados faz sentido. A bolada em disputa é extraordinária. Em 2010, a arrecadação com royalties atingiram R$ 22 bilhões. Projeções indicam que o Brasil chegará em 2022 com a fabulosa receita de R$ 98 bilhões. Caso o Congresso derrube o veto do Executivo à redistribuição dos royalties, a participação de Mato Grosso do Sul no bolo crescerá cerca de 2.500%. A receita anual saltará de R$ 6 milhões para R$ 150 milhões.

Petróleo é de origem fóssil. Levou milhões de anos para ser formado nas rochas sedimentares. Na camada pré-sal, por exemplo, o produto é extraído a 7 mil metros de profundidade, em alto mar, distante cerca de 300 quilômetros da costa. Desde 2008, foram retirados 100 milhões de barris. Em 2017, o Brasil estará extraindo 1 milhão de barris por dia.

Faça chuva, faça sol, o óleo continuará jorrando nas profundezas dos oceanos.
Produtores somos nós. Produzimos milho, soja, feijão. O agricultor acompanha sua produção do plantio à colheita, enfrentando enchente, estiagem, tempestade. O milho, por exemplo, só nasce se alguém espalhar sua semente. E a terra que a receberá precisa ser preparada cuidadosamente.

Motivos que me dão a certeza de que luto por algo justo. O petróleo é nosso. E a riqueza gerada por sua exploração há de ser distribuída entre todos os Estados, igualitariamente. Espera-se que o Congresso Nacional não fuja das suas responsabilidades. 

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).