A quantidade de senadores que vão se candidatar para presidir o Senado pelos próximos dois anos depende de uma resposta da Mesa Diretora aos parlamentares considerados independentes. Em reunião que durou toda a manhã desta quinta-feira, os senadores questionaram se amanhã, durante a eleição do próximo presidente, a tribuna será aberta a todos os parlamentares ou apenas aos candidatos à presidência.
Até agora, somente os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) são candidatos oficialmente. O PMDB, maior partido da Casa e que detém a prerrogativa de indicar um substituto para José Sarney (PMDB-AP), deve oficializar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na tarde de hoje.
No entanto, segundo Taques, o grupo de senadores independentes – além de Taques e Randolfe, o movimento tem o apoio de Pedro Simon (PMDB-RS), Randolfe Rodrigues, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Lídice da Mata (PSB-BA), além do oposicionista Alvaro Dias (PSDB-PA) – pode apresentar mais candidatos com o objetivo de conseguir espaço na tribuna para atacar Renan Calheiros, que está envolvido em denúncias e em um processo movido pela Procuradoria-Geral da República contra ele.
Ainda há tempo hábil para que novos senadores sejam candidatos à presidência porque a inscrição é feita oralmente, durante a sessão preparatória – ou seja, minutos antes da eleição em si. Além disso, as candidaturas podem ser retiradas a qualquer momento.
A rejeição ao nome de Renan se baseia na denúncia de que ele teria emitido notas frias para comprovar gastos pessoais. O caso veio à tona em 2007 e custou ao parlamentar a presidência da Casa à época, já que ele renunciou ao cargo.