Depois de sacramentar com os partidos o loteamento de cargos na Mesa Diretora do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) entra na disputa pela presidência da Casa como o franco favorito. Mesmo sob denúncias, a estimativa é que Renan obtenha entre 55 e 60 votos favoráveis à sua candidatura para suceder José Sarney (PMDB-AP), atual presidente do Senado.
Para se eleger nesta sexta-feira (1º), Renan precisa dos votos de metade dos presentes mais um (maioria simples). As dissidências deverão ficar entre 20 e 25 votos. "Ele (Renan) consegue se eleger tranquilamente, com uma grande folga de votos", afirmou na quarta-feira (30) o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).
Renan já presidiu o Senado e renunciou ao comando da Casa em 2007 em meio a denúncias de que teria usado um lobista de uma empreiteira para pagar pensão alimentícia ao filho que teve fora do casamento com a jornalista Mônica Veloso. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o senador ao STF .