Derrotado na disputa pela presidência do Senado, Pedro Taques (PDT-MT) disse ontem (01) que agora aguarda o Judiciário se pronunciar sobre as denúncias encaminhadas pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Taques recebeu 18 votos contra 56 de Renan, eleito para o comando do Senado pelos próximos dois anos.
"O procurador-geral da república ofertou uma denúncia seriíssima em desfavor do senador Renan Calheiros. Agora o Judiciário vai ter que falar e nós, aqui, vamos ter que ouvir", disse Taques após a votação no plenário.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou ontem que Renan é acusado de ter praticado os crimes de peculato, falsidade ideológica e utilização de documentos falsos.
Segundo Gurgel, o senador apresentou notas frias para justificar gastos de sua verba indenizatória, o que comprovaria o desvio dos recursos público e caracterizaria o crime de peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos de prisão.
"Esperamos que o Poder Judiciário possa trazer o resultado desse processo, porque o processo é um dos momentos de dignidade para trazer resultado ao senador", afirmou Taques.
Para Taques somente após um posicionamento do Judiciário é que o grupo de senadores considerados como "independentes" vai avaliar se será necessário o envio de um processo contra Renan no Conselho de Ética.
"Vamos decidir isso depois dos Carnaval, mas vai depender da decisão do STF", disse.