O julgamento da ação de despejo da Câmara Municipal de Campo Grande foi adiada mais uma vez. O desembargador Rubens Bergonzi Bossay pediu vistas do processo. Anteriormente, ele havia decidido por manter a decisão da juíza da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos, Maria Izabel de Matos Rocha, em executar o despejo 30 dias após publicada a decisão.
O desembargador, Marco André Nogueira Hanson, que havia pedido vistas no julgamento do último dia 29 de janeiro, votou pela nulidade do processo. O relator do processo, desembargador Oswaldo Rodrigues de Melo, manteve a decisão de despejar os vereadores. Os votos ainda poderão ser alterados.
O julgamento deverá ocorrer no dia 19 de fevereiro.
Imbróglio
O impasse começou, no fim de 2000, quando Márcio Matozinhos (PMDB) foi presidente e a Câmara passou a funcionar no prédio que os Haddad Engenheiros Associados Ltda. construíram no próprio terreno para funcionar a Casa. Na época, o contrato de aluguel foi firmado em R$ 35 mil, e por dois meses este valor foi pago.
No ano seguinte, já na gestão de Nelsinho Trad (PMDB) na presidência da Câmara, o Ministério Público entendeu que o valor era exorbitante. A Justiça acatou a ação do MP e reduziu o aluguel para R$15.951, valor não aceito pela empresa. Por causa disso, o aluguel foi depositado em juízo até 2005 quando o contrato chegou ao fim.