A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, por unanimidade, nesta segunda-feira (04), manter em liberdade o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O TRF-1 também concedeu habeas corpus a Geovani Pereira da Silva, apontado pela Polícia Federal como contador do grupo que comandava a exploração de jogos ilegais em Goiás.
O TRF-1 analisou o mérito do habeas corpus conquistado pela defesa do contraventor em novembro do ano passado. A liminar (decisão provisória), concedida pelo desembargador Tourinho Neto, colocou Cachoeira em liberdade após quase nove meses preso, em decorrência da Operação Monte Carlo.
Presidente da Turma e relator do processo, Tourinho Neto observou que não há nenhum fato novo para que o acusado seja mantido na prisão. Ele tevo o voto seguido pelos desembargadores Cândido Ribeiro e Renato Prates, em substituição à desembargadora Mônica Sifuentes.
"Recorremos do decreto de prisão preventiva para que Carlos Augusto Ramos pudesse recorrer da pena em liberdade. Conseguimos uma liminar e estávamos aguardando o julgamento do mérito, o que ocorreu hoje. A decisão contra o decreto de prisão foi unânime", disse ao G1, por telefone, o advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões.
Sobre a condenação do juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal, que impõe ao contraventor uma pena de 39 anos e 8 meses de reclusão, Nabor Bulhões disse já ter entrado com recurso.