Política

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Com mais de 700 mil assinaturas, petição pede impeachment de Renan

Com mais de 700 mil assinaturas, petição pede impeachment de Renan

Redação

08/02/2013 - 07h00
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As mais de 400 mil assinaturas conseguidas em um abaixo-assinado online não impediram a eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado na última sexta-feira. Agora, a movimentação na internet é para tirá-lo do comando da Casa. E já foram conseguidas mais assinaturas que na petição anterior.

Novo abaixo-assinado online coletou até o momento mais de 700 mil nomes na plataforma Avaaz, ferramenta de mobilização social.

Enquanto a primeira petição almejava chegar aos 100 mil, esta tem a intenção de coletar 1,3 milhão de assinaturas, o que representa 1% do eleitorado nacional.

O número é o requerido para que a população possa protocolar textos de leis no Congresso, nos chamados projetos de iniciativa popular.

Não tem, contudo, qualquer sentido prático para a petição. “Mas se 1.360.000 se juntarem a nós, poderemos causar um rebuliço na mídia, desafiar as restrições desta Iniciativa popular e exigir a revogação do presidente do Senado, Renan Calheiros”, diz no site o criador do abaixo-assinado, Emiliano Magalhães.

Ele promete entregar a petição ao Senado e à presidente Dilma Rousseff.

Renan Calheiros renunciou ao cargo de presidente do Senado em 2007, sob várias denúncias, entre elas a de que um lobista pagaria a pensão de sua filha com a jornalista Mônica Veloso.

As provas apresentadas por ele para provar a própria inocência lhe renderam uma denúncia protocolada pela Procuradoria Geral da República no Supremo Tribunal Federal há duas semanas. A PGR diz que as notas fiscais eram frias, mas o STF ainda não decidiu se aceita a abertura do inquérito.

Desde que foi eleito, veio à tona o uso da verba indenizatória do Senado para o pagamento de um escritório de advocacia em Alagoas sem registro na OAB do estado e cujos serviços ainda não foram esclarecidos por nenhuma das partes.

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