O senador Delcídio do Amaral (PT), principal apoiador do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (Partido Progressista), deu, nesta semana, os primeiros sinais de preocupação de que um eventual fracasso de seu novo pupilo possa apresentar reflexos negativos para a sua candidatura a governador, em 2014. Para ele, o fracasso de Bernal, se ele vier a ocorrer, é tudo que a oposição espera, objetivando passar a ele, a pecha de político anti-Campo Grande: ele e o prefeito são corumbaenses.
Destacando-se como o principal financiador da campanha de Alcides Bernal, o senador Delcídio Amaral, após a vitória, prometeu que, juntamente com o novo prefeito, implantaria uma “gestão moderna”, forte o suficiente para que a população se esquecesse de André Puccinelli e Nelson Trad Filho, classificados por ele como os representantes maiores do PMDB, partido que teria “se encastelado no poder há mais de 20 anos” e seria responsável por ações administrativas de última hora que poderiam levar Bernal ao fracasso.
Por enquanto, ainda não se viu nenhum sinal da “gestão moderna” prometida por Delcídio do Amaral que por muito pouco também não tomou de assalto a prefeitura da Capital, como garantidor e principal fiador de transformações até inimagináveis. Entretanto, como a administração atual ainda está no seu princípio, o mais correto será esperar pelas transformações prometidas, incluindo-se um grande hospital, “de primeiro mundo”, aqui em Campo Grande.
A contratação de mais 400 médicos, por enquanto, continua como promessa de campanha. Hoje, apenas 60 médicos estão sendo procurados mediante concurso, mas por um período de apenas 90 dias. Depois, serão demitidos. Marcar consultas nas farmácias, outra promessa, caiu no esquecimento. Fim das operações tapa-buracos, substituídas por recapeamento, é a terceira falácia. Nem concorrência. Valorizar os servidores públicos, mediante melhorias salariais e de condições de trabalho, outra promessa descartada. Ao contrário, já deixou de pagar as comissões que eram pagas na administração de Trad Filho. E já surgiram ameaças de greve.
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