Gravação telefônica foi a principal arma usada pelo Ministério Público do Estado (MPE) para desmantelar a quadrilha de políticos, liderada pelo ex-prefeito de Aquidauana Fauzi Suleiman (PMDB), que desviava recursos da prefeitura da cidade.
Nem foi preciso, portanto, a quebra de sigilo bancário para iniciar a montagem de provas de corrupção na prefeitura. A estratégia adotada foi revelada pelo promotor de Justiça da Comarca de Aquidauana, José Maurício de Albuquerque, à equipe de reportagem do Correio do Estado num restaurante do município em questão.
Segundo o promotor de Justiça, mais ou menos oito pessoas devem responder ação penal, entre eles Fauzi Suleiman e seu secretário de Finanças, Paulo Goulart. Ele revelou ainda o ‘modus operandi’ da organização criminosa para se apoderar do dinheiro público. “Ali houve o seguinte: o que deu para entender é que houve corrupção do ‘alto ao baixo’ e era generalizada”, afirmou.
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