Política

CÁLCULO DO IDH

Ministros dizem que avaliação é injusta

Ministros dizem que avaliação é injusta

Redação

14/03/2013 - 17h30
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O governo federal questionou os dados utilizados pelas Nações Unidas para o cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) brasileiro e afirmou que o resultado é "injusto" diante dos avanços ocorridos no país nos últimos anos. "A questão é: os dados brasileiros estão incorretos. A avaliação é injusta com o Brasil", afirmou hoje a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) em coletiva de imprensa. A principal reclamação refere-se ao fato de o Pnud ter desconsiderado 4,8 milhões de crianças, entre 5 e 6 anos, que já iniciaram sua atividade escolar, e que teriam ficado de fora do relatório porque falha técnica -as Nações Unidas não consideraram a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos. Com isso, o indicador dos anos de escolaridade esperados (o tempo que uma pessoa permanece na escola no Brasil) permaneceu igual entre 2000 e 2010 - 14,2 anos.

Posições

Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), se esse indicador fosse atualizado, o Brasil subiria 20 posições no ranking - o país ficou em 85º na lista divulgada hoje. Para ele, os cálculos referentes à educação ficaram "totalmente distorcidos". "Se estamos tão bem no emprego, se distribuímos renda, se reduzimos de forma destacada internacionalmente a população de extrema pobreza, por que o indicador de IDH não reflete tudo isso que fizemos? Isso dá uma distorção brutal. A situação do Brasil é de estagnação quando houve uma inquestionável evolução", disse Mercadante.

O Pnud assume que parte dos dados é antiga (de 2010 e 2005), mas que os usa por isonomia com outros países, única forma de poder comparar o Brasil com o resto do mundo.
"Nós recebemos esse relatório com sentimento dividido: de um lado o relatório qualitativo é bastante justo com o esforço que o Brasil vem fazendo [...] e por outro lado os indicadores continuam parados no mesmo lugar", completou a ministra Tereza Campello.  Segundo os ministros, técnicos do governo discutirão com o Pnud a fonte dos dados utilizados para o IDH. Esta não é a primeira vez que o Brasil aponta falhas no cálculo do indicador.


 

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