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Marina critica acordo de partidos

Marina critica acordo de partidos

Redação

17/03/2013 - 00h00
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A ex-senadora Marina Silva criticou hoje, durante evento com cerca de 200 pessoas no centro do Rio de Janeiro, a negociação do governo com os partidos pela presidência das comissões parlamentares no Congresso Nacional.

Na avaliação de Marina, as comissões consideradas "sem importância" por alguns parlamentares, como Direitos Humanos e Meio Ambiente, foram entregues a "pessoas que não têm identidade com o mérito da comissão".

À frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados está o pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), que vem provocando polêmica por declarações consideradas racistas e homofóbicas.

Para Marina, o pastor deve, sim, ser criticado por suas posições políticas. Ela, no entanto, vê um debate mais intenso devido à crença religiosa do parlamentar --ele é evangélico, assim como ela. "É uma polarização falsa", afirmou.

Marina também criticou a escolha do empresário Blairo Maggi (PR-MT) para presidir a Comissão de Meio Ambiente do Senado.

"Se ele tivesse uma política de desenvolvimento sustentável para a agricultura do Mato Grosso, não tinha nenhum problema ele ser empresário", explicou Marina.

A ex-senadora, que teve 20 milhões de votos na última eleição presidencial que concorreu pelo PV, tenta agora criar o partido Rede Sustentabilidade. Para isso, precisa de mais de 500 mil assinaturas em nove estados.

O evento de hoje, no Circo Voador, marcou o início dessa busca por apoiadores no Estado do Rio. Amanhã, ela vai para a praia de Copacabana, na zona sul da cidade, para um corpo a corpo para aumentar a lista. 

Marina diz que uma das bandeiras do partido será a limitação dos mandatos, para que nenhum senador ou deputado possa ser eternamente parlamentar. A Rede Sustentabilidade também defenderá mudanças no financiamento de campanha para que "poucos deixem de doar muito e muitos passem a doar pouco", disse.

A vereadora de Maceió Heloísa Helena (PSOL) também participou da mobilização e defendeu a candidatura de Marina à Presidência. Apesar do discurso inflamado, Heloísa negou que será candidata à vice. 

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