O isolamento da superintendência estadual do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes de Mato Grosso do Sul (Dnit/MS) fez com que o Estado perdesse, no ano passado, 74,85% dos R$ 603,9 milhões previstos para pavimentação e recuperação dos 2.310 quilômetros de BRs. Deixou-se de aplicar R$ 452 milhões em investimentos federais no Estado. Ao se comparar os valores entre 2011 e 2012, a redução chega a 65,24%, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo federal (Siafi).
Esta falta de diálogo entre o Dnit/MS, a bancada federal e o Governo do Estado teve início em janeiro de 2012, quando o Ministério dos Transportes demitiu Marcelo Miranda, que exercia o cargo de superintendente do Departamento no Estado, sem comunicar a bancada e nem o Governo do Estado. Os parlamentares federais tentaram emplacar o funcionário de carreira do órgão, José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha, mas quem acabou sendo indicado para o cargo foi Euler José dos Santos, em junho, sem que a bancada fosse consultada. Santos é funcionário de carreira também.
Desde que foi indicado, Euler Santos não convidou os deputados federais e nem senadores para uma reunião com objetivo de discutir a liberação dos recursos para as estradas federais que cortam o Estado.
O deputado federal Edson Giroto (PMDB/MS), que foi Secretário de Estado de Obras Públicas e Transporte, disse que o superintendente “não sinaliza quais são as prioridades"
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