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Feliciano diz que não vai renunciar

Feliciano diz que não vai renunciar

Redação

27/03/2013 - 14h44
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Pressionado a deixar o comando da comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) negou hoje que esteja em meio a uma crise.
Reafirmando que não pretende deixar o posto, ele chamou de "estúpida" a pergunta de um jornalista sobre se o momento era adequado para manter a agenda da comissão.

"Essa é uma pergunta estúpida. E lá existe tempo para fazer pedido de clemência?", questionou. Ele ficou irritado e acusou a imprensa de "ultrapassar seu limite". "Estou aqui por um assunto sério e vocês estão de brincadeira", completou.

Eleito neste mês para o comando da comissão, ele tem sido criticado por opiniões consideradas homofóbicas e racistas. O deputado nega e diz que defende posições comuns a evangélicos, como ser contra a união homossexual.

Segundo o deputado, a imprensa é quem cria a sensação de crise. "O que está em crise são vocês, falando besteiras e coisas que não existem". 'Não saio'

Um dia depois de ser bancado no cargo por seu partido, ele disse que não vai deixar a comissão nem diante de um apelo dos líderes da Casa. Ontem, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convocou Feliciano para uma reunião com os demais líderes para encontrar uma solução.

"Não renuncio de jeito nenhum. O que os líderes podem fazer com a minha vida? Eu fui eleito pelo voto popular e pelo voto do colegiado", disse.

O discurso foi reforçado pelo líder do PSC, André Moura (SE). "Gostaria que os líderes respeitassem a vontade da minha bancada".

Feliciano, que na tarde de hoje vai presidir pela terceira vez uma reunião da Comissão de Direitos Humanos, disse que está pronto para enfrentar novos protestos. "Estou preparado para tudo. Nasci preparado", disse. O deputado, no entanto, afirmou esperar que "dê tudo certo". Nas duas primeiras vezes, as sessões foram marcadas por bate-bocas e uma delas foi suspensa logo após o início.
 

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