Política

COMISSÃO

PPS propõe renúncia para forçar saída de Feliciano

PPS propõe renúncia para forçar saída de Feliciano

Redação

28/03/2013 - 16h15
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Diante da decisão do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de permanecer na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, o PPS propôs hoje a renúncia coletiva dos membros do colegiado.

Com isso, segundo o partido, seria forçada a eleição de um novo presidente para a comissão. Pelo regimento da Câmara, não é possível destituir o presidente de um colegiado.

Alvo de protestos desde que foi eleito no início do mês, o deputado é criticado em razão de declarações polêmicas consideradas racistas e homofóbicas. O pastor diz que é mal interpretado.

Para o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), não é possível mais aguardar acordos políticos para resolver o impasse. O deputado disse que a renúncia de pelo menos 10 dos 18 integrantes da comissão forçaria uma nova composição do colegiado e uma nova eleição. Ele vai discutir essa ideia com os líderes.

O presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) convocou para a próxima terça-feira uma reunião de líderes com Feliciano.

A ideia é fazer um apelo para que ele deixe o posto. Blindado pela cúpula do PSC, o pastor, no entanto disse que sua posição é irredutível.

Cassação
O PPS também deve apresentar uma representação contra Feliciano por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética por suposto uso irregular da cota parlamentar. O partido alega que ele paga, com dinheiro público, escritórios de advocacia para fazer a sua defesa em processos de interesse pessoal.

Se a ação for acolhida, ele pode ser punido com uma advertência ou até com a cassação do mandato.

Feliciano é acusado de homofobia e estelionato no STF (Supremo Tribunal Federal) e sua defesa em um dos processos foi redigida por um servidor de seu gabinete. A informação foi divulgada hoje pelo jornal "O Globo". 

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