O corregedor-geral do Ministério Público Estadual, procurador Mauri Valentim Riciotti, cobrou ontem dos integrantes das mesas diretoras das câmaras municipais de Mato Grosso do Sul rigor na fiscalização dos atos dos prefeitos sob pena de serem responsabilizados por crime de improbidade administrativa por omissão. “Estamos acostumados a lutar contra a corrupção.
Mas ao lado disto está a ineficiência que é tão ou mais grave que a corrupção”, esclareceu o procurador. Portanto, ele exigiu maior atuação dos vereadores para combater os atos supostamente irregulares do Executivo.
Ele lamentou que nem todos os vereadores têm conhecimento de suas atribuições constitucionais. Diante desta dificuldade, Mauri disse que o Ministério Público não vai apenas cobrar como também dar capacitação para os vereadores fiscalizarem os atos do Poder Executivo.
Sem perseguição
Para o presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), a orientação do corregedor-geral do Ministério Público, Mauri Valentim, serviu para tirar a imagem de perseguição do Legislativo ao Executivo.
Na Capital, a situação é agravada pelo fato de a maioria ser oposição ao prefeito Alcides Bernal (PP). Segundo ele, a cobrança do MP já era esperada.
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