O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) defendeu ontem (12) a união das forças de oposição ao governo Dilma Rousseff e declarou que trabalhará por essa unidade na disputa presidencial de 2014.
"Eu vou trabalhar para que essas forças estejam agrupadas", disse. "Se será em torno de um ou mais candidatos, é uma decisão para depois", referindo-se a uma possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), além de Aécio Neves (PSDB), o nome mais cotado para representar os tucanos.
Serra afirmou que vai apoiar a candidatura de Aécio à presidência do PSDB. "Claro que apoiarei", afirmou o tucano, que participou de seminário do PPS, em Brasília.
Inicialmente, a participação de Serra no evento estava prevista para ontem, ao lado de Aécio.
Sobre a candidatura do mineiro para a Presidência da República, entretanto, o ex-governador disse apenas que era "um bom nome".
No discurso, o ex-governador de São Paulo disse que não leva a paixão para grandes decisões política.
"A gente tem que ter o mínimo de racionalidade, equilíbrio, olhar para frente, deixar as coisas que nos apaixonaram, por um lado ou por outro, para trás. E olhar para adiante e trabalhar com muita competência", disse o tucano.
Candidatura
O PPS não descarta oferecer um espaço a Serra para disputar a eleição em 2014. O partido, inclusive, discute a possibilidade de fazer uma fusão com o PMN, o que poderá ampliar o tempo de propaganda na TV para um possível candidato.