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Diretório do PPS aprova fusão com PMN

Diretório do PPS aprova fusão com PMN

Redação

14/04/2013 - 07h59
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O Diretório Nacional do Partido Popular Socialista (PPS) aprovou neste sábado (13) a fusão com o Partido da Mobilização Nacional (PMN). A união entre as duas legendas é negociada há alguns meses e foi aceita em votação por 83 dos 87 dirigentes nacionais do PPS. Para se efetivar, no entanto, ainda precisa de aval do próprio PMN e de registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral.

Confirmada a fusão, o novo partido terá 14 deputados federais (11 do PPS mais 3 do PMN).
Mas esse número poderá aumentar, já que deverá ser aberta uma "janela" de um mês para possibilitar a outros parlamentares migrarem para a nova sigla sem perderem seus mandatos. A expectativa é compor uma bancada com pelo menos 20 deputados federais.

Com isso, o novo partido somaria ou até aumentaria a fatia de recursos públicos do Fundo Partidário, além de maior tempo de TV e rádio, ativos importantes para lançar candidaturas próprias ou negociar alianças eleitorais.

Com a aprovação, o PPS já marcou um congresso extraordinário para a próxima quarta-feira (17) com dirigentes do PMN para confirmar a fusão. Se nenhuma surpresa ocorrer, as siglas pretendem oficializar a união no mesmo dia ou até o fim da semana junto à Justiça Eleitoral.
Durante as discussões neste sábado, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que o partido também está aberto para receber membros de outras siglas.

"Quem estiver incomodado no governo, pode buscar caminhos na oposição também. Mesmo alguns que migraram para o governo, podem estar desiludidos. Até alguns do PPS que foram para o PSD podem voltar, por que não?", disse ao G1.

Risco
A rapidez para a fusão ocorre por conta do risco de aprovação de projeto de lei em tramitação da Câmara que impediria às novas siglas obter fatia maior do Fundo Partidário e do tempo de TV com a migração de parlamentares no meio do mandato, a exemplo do que ocorreu com o novato PSD.

Se aprovada, a lei preservaria verbas e minutos de propaganda eleitoral dos atuais partidos, deixando os novos proporcionalmente com menos. A proposta tem apoio de partidos da base governista, que teme a formação de legendas de oposição competitivas nas eleições de 2014.
Freire criticou o que chamou de "golpismo e casuísmo" do governo ao tentar aprovar a proposta. "Numa mesma legislatura, vale uma regra aprovada pelo TSE para um partido [PSD]. Essa regra não vale para o restante? Você adotou uma regra para beneficiar o governo, com o PSD, e agora muda quando é para a oposição? Em reação contra esse golpismo e esse casuísmo, PPS e PMN decidiram fazer a fusão", afirmou.

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