Ameaçado com cassação de mandato por fazer remanejamento de mais de R$ 50 milhões do orçamento sem autorização da Câmara Municipal, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), voltou a insinuar a existência de complô para afastá-lo do cargo. Ele criticou duramente o relatório da Comissão de Finanças e Orçamento que apontou inúmeras irregularidades graves em seus atos.
Revoltado, ele citou em sua página oficial no Facebook, que seu líder na Câmara Municipal, vereador Marcos Alex (PT) não estava errado ao denunciar a formação de um “triângulo das bermudas” entre o Legislativo, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público Estadual (MPE) para forçar a cassação do seu mandato.
Bernal considerou “zombação” do povo a conclusão do relatório. “Eu vou com certeza tomar as providências cabíveis tanto na esfera administrativa quanto na judicial e vou cobrar responsabilidade desses vereadores, porque em quatro meses de administração querem colocar ai clima de escândalo e dizer que vai cassar o prefeito só porque eu pedi que se instaurasse a CPI, isso para mim desrespeita o povo e zomba da inteligência da nossa gente”, afirmou Bernal na entrega de ambulâncias, na manhã de ontem.
Os vereadores divulgaram o relatório do depoimento dos secretários municipais Wanderlei Ben Hur (Planejamento, Finanças e Controle) e Gustavo Freire (Receita, Governo e Relações Institucionais), que não conseguiram explicar as irregularidades nos atos de remanejar verbas sem autorização legislativa.
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