Alguns vereadores de Campo Grande não acreditam na anulação do aumento salarial do prefeito Alcides Bernal (PP), vice Gilmar Olarte (PP), secretários e dos integrantes do Legislativo. O pedido feito pelo Ministério Público Estadual à Justiça nesta semana foi orquestrado por Bernal que procurou a instituição em fevereiro questionando a legalidade dos reajustes. O MPE está convencido da ilegalidade do reajuste que foi feito sem aprovação de lei.
A medida foi tomada por decreto legislativo e resolução. Mas vereadores acham que o Ministério Público está equivocado.
O presidente da Câmara na época, vereador Paulo Siufi (PMDB), disse que está havendo divergência de interpretação. O peemedebista lembrou ainda que tentou conversar com o então prefeito eleito, Alcides Bernal (PP), para tratar da questão. Mas ele se recusou a discutir o assunto, deixando a decisão para o Legislativo. “Não existe isso de prazo de 180 dias, quem fixa é a Câmara e tem que ter até 75% (do salário do deputado estadual)”, afirmou Siufi.
Sobre o prazo, o atual presidente, vereador Mario Cesar (PMDB), ressaltou ser inviável votar o reajuste de subsídio seis meses antes. “Esse entendimento do Judiciário de 180 dias não tem como, nem o Orçamento chega 180 dias antes”, enfatizou.
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