Na guerra com o Executivo e sob pressão do Ministério Público Estadual, a presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereadora Grazielle Machado (PR), assegurou estar pronta para julgar o prefeito Alcides Bernal (PP) pelos atos ilegais. “Não vou pecar pela omissão”, declarou a vereadora.
Ela comandou a apuração das denúncias de Bernal ter feito remanejamento de mais de R$ 50 milhões do orçamento de uma secretaria para outra sem autorização legislativa. Grazielle defenderá a cassação do mandato do prefeito se o Tribunal de Contas do Estado emitir parecer técnico concordando com o relatório da comissão de que Bernal violou a legislação em transferir recursos sem autorização da Câmara Municipal.
Na sua página do Facebook, Grazielle procurou manifestar a sua tranquilidade e alívio por ter cumprido o dever de fiscalizar os atos do prefeitos e apontar juntamente com os seus colegas da Comissão de Finanças e Orçamento a existência de remanejamento e não suplementação de verbas.
“Respiro, alívio. Pois, fiz minha parte. Sou verdades inteiras, coisas difíceis de serem ditas, mas necessárias. Amanhã (hoje), estarei enviando ao Tribunal de Contas o entendimento da comissão, sobre o remanejamento sem autorização feito pelo prefeito no valor de mais de R$ 50 milhões (isso mesmo, pasmem!)”, comentou. “Aí, vamos esperar, o parecer do Tribunal. E, aqui entre nós, podem me julgar pelo excesso. Mas, não irão me julgar pela omissão”, complementou a vereadora.
Na tarde de hoje, às 14h30min, Grazielle, juntamente com os integrantes da comissão e o presidente da Casa, vereador Mario Cesar (PMDB), vão entregar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) relatório sobre a possível irregularidade no remanejamento de mais de R$ 50 milhões do orçamento sem autorização legislativa.
A Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo apurou ser ilegal os atos de Bernal e dos secretários municipais de Receita, de Governo e Relações Institucionais, Gustavo Freire, e de Planejamento, Finanças e Controle, Wanderley Ben Hur, de transferirem recursos de uma pasta para outra sem cumprir a legislação.
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