A CPI do Calote da Câmara Municipal de Campo Grande analisará centenas de contratos com empresas prestadoras de serviços ao município. Num análise preliminar dos vereadores, o calote do prefeito Alcides Bernal (PP) passa dos R$ 450 milhões. Algumas empresas não receberam desde a posse de Bernal e outras não têm o que reclamar, principalmente as contratadas em regime de urgência, que estão recebendo em dia e uma delas teve o privilégio de embolsar adiantado quase todo o valor do contrato.
O prefeito não pode alegar falta de dinheiro, porque a provisão em caixa, segundo o vereador Airton Saraiva (DEM), é de aproximadamente R$ 617 milhões. Com dados atestando o calote e declarando haver “privilégio de umas em detrimento de outras”, o presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar (PMDB), antecipou a instauração da CPI para início imediato das investigações.
Na terça-feira (04), o secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Wanderlei Ben Hur, atendeu requerimento do autor da CPI, vereador Paulo Siufi (PMDB), entregando lista dos contratos de empresas portadoras de serviços, pagamentos realizados e movimentos de caixa de janeiro até maio deste ano. Através destes dados, a Comissão de Indústria e Comércio, Agropecuária e Turismo fez avaliação prévia, constatando haver privilégio no pagamento de algumas empresas e calote em outras.
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