A CPI do Calote começará a investigar o critério do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), de fazer pagamento a empresas apaniguadas em detrimento a outras prestadoras de serviços desde a administração passada. Um dos alvos dos vereadores é apurar, por exemplo, o repasse de R$ 20 milhões a empreiteiras de tapa buraco contratada pela atual administração.
A Mega Serv, responsável pela limpeza de postos de saúde, foi contratada em regime de emergência por período de seis meses por R$ 4,5 milhões. Já recebeu quase R$ 4 milhões. A Mega substituiu a Total que rompeu o contrato por não receber pelos serviços prestados.
O clima esquentou na abertura da CPI do Calote, até o nome foi questionado pelo integrante Marcos Alex (PT), líder do prefeito na Câmara, mas nada foi decidido. Definida ficou a data de entrega de todos os contratos e do extrato bancário, ambos minuciosamente detalhados, para o dia 17 de junho.
O presidente da comissão, vereador Paulo Siufi (PMDB), havia sugerido para a próxima terça-feira, mas Alex pediu que o prazo fosse estendido. Mesmo assim, foi mantida a segunda reunião da CPI na terça-feira e a terceira para o dia 18 de junho, um dia depois da entrega dos documentos quando deve ser votado a convocação do procurador jurídico da Prefeitura, Luiz Carlos Santini.
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