O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), se queixou do isolamento político e do descaso do PT em não querer o seu apoio à candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) na corrida eleitoral para o governo do Estado, em 2014.
As lideranças petistas manifestaram ontem o desejo de contar com a participação de Bernal no palanque de Delcídio. Mas antes gostariam que o prefeito aceitasse primeiro ser ajudado pelo partido para recuperar o prestígio de sua administração. A aliança ficará difícil se Bernal continuar com a estratégia da hostilização de seus aliados.
Delcídio prefere, no entanto, ficar longe de Bernal se continuar com a popularidade em queda. O senador não pretende manchar o seu prestígio em carregar ao seu lado uma liderança desgastada em consequência de inúmeros escândalos. O prefeito disse estar “apostando na aliança” porque o PT comanda duas secretarias na prefeitura. Mas nenhum secretário, no entanto, tem autonomia para tocar as pastas e foram nomeados sem o aval do partido.
Bernal disse ainda estar ajudando o PT em nomear a vereadora licenciada Thais Helena para a Secretaria de Assistência Social e Semy Ferraz para a Infraestrutura. Mesmo prestigiando, no seu entendimento, os partidos aliados não consegue compreender o seu isolamento político.
Bernal não consegue abrir diálogo com a Câmara Municipal e muito menos, seis meses depois da posse, concluiu a composição do seu secretariado. Até hoje não encontrou ninguém para ocupar a chefe de gabinete ou mesmo a Secretaria de Governo para abrir canal de interloculação com os vereadores e lideranças políticas do Estado.
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