O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou na manhã de hoje que o debate na Justiça sobre o projeto que inibe a criação de novos partidos não se encerrará com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela derrubada da liminar que impede sua tramitação no Congresso.
Apontado como um dos nomes para a disputa pela Presidência da República em 2014 contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e defensor de criação da sigla de Marina Silva, a Rede, Campos disse que, aprovada a proposta que retira direitos de novas legendas, haverá novo questionamento no STF.
"Decisão da Suprema Corte temos que ter, na democracia, o entendimento que cabe acatar. Mas, ao mesmo tempo, interpretar que, ao longo dos votos, muitos [ministros] deixaram claro que uma coisa é interromper um processo de votação que estava em curso no Senado e outra coisa é o mérito da matéria", disse Campos.
"Ao cabo da votação continua o debate sobre a constituicionalidade, a meu ver. Então, esse assunto deverá voltar ao STF tão logo o Congresso Nacional conclua a votação no Senado", concluiu.
Campos falou sobre o assunto ao chegar, junto do governador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a um evento com empresários em Araxá, no interior de Minas.
Na quinta-feira, a maioria dos ministros do Supremo votou contra a liminar de Gilmar Mendes que suspendeu a tramitação do projeto de lei que inibe a criação de novas legendas. O pedido de liminar foi feito pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), correligionário de Campos.