Uma nova manifestação popular está prevista para esta quinta-feira (20) em frente do Congresso Nacional. Ameta anunciada em redes sociais pelo grupo Acorda Brasília é reunir um número bem maior que as dez mil pessoas presentes na marcha da última segunda-feira (17), mas ainda assim a expectativa dos senadores é de uma jornada pacífica.
A legitimidade dos protestos voltou a ser defendia nesta quarta-feira (19) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Segundo ele, a principal lição a ser aprendida neste momento é a da “humildade”. No entender do senador, os brasileiros querem ampliar seus direitos e o Legislativo está pronto para "fazer a sua parte”.
- Temos que respeitar as manifestações e espero que as coisas não se exacerbem – afirmou o parlamentar.
O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), disse à agência de notícias daquela Casa que já conversou sobre o assunto com Renan e com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Vargas anunciou que serão adotadas medidas para "proteger o patrimônio público", mesmo que a expectativa seja a de um protesto “pacífico”.
- O Congresso já deu um sinal: teremos uma comissão geral na próxima quarta-feira para discutir um dos assuntos centrais do movimento: a tarifa do transporte público. A manifestação é uma festa da democracia, mas deve ser tranquila e serena - pregou.
O deputado adiantou que, ao contrário do que ocorreu na segunda, nãos será permitida a ocupação do teto do Congresso Nacional para não colocar em risco a integridade dos próprios manifestantes.
- O que aconteceu na segunda nos deixou muito temerosos - acrescentou.