O debate da reforma política tomou conta da sessão de ontem da Assembleia Legislativa. A discussão começou quando o deputado tucano, Márcio Monteiro, criticou a demora da presidente Dilma Rousseff em dar uma resposta à sociedade – os protestos tomaram conta do País há 10 dias e só na última segunda-feira ela tomou alguma atitude. “O povo precisou ir para rua para a Dilma acordar”, discursou na tribuna.
Em defesa da presidente, o petista Pedro Kemp tratou logo de responder. “Quem acordou é a oposição que em 10 anos vem batendo a cabeça para voltar ao poder”, afirmou. Ele lembrou do desenvolvimento econômico que o País vive, em decorrência das ações do governo federal. “Nunca vivemos uma situação econômica como agora. O crescimento é pequeno, mas está na contramão da situação mundial que é de crise”, pontuou.
Líder do Governo na Assembleia, Junior Mochi (PMDB), ressaltou que os protesto os alertam para a reflexão. “O coletivo é a soma dos indivíduos. É importante que a reflexão não seja coletiva, mas individual”, disse. Na sua avaliação, embora a sociedade tenha escolhido seus representantes pelo voto, “na amplitude não compreendemos a democracia na forma participativa”.
Do mesmo partido, o deputado estadual Marquinhos Trad criticou a atitude de Dilma. “Ela está nocauteada. Convocar os 27 governadores e prefeitos de capitais para sugerir um plebiscito é um estupro à Constituição que tem dispositivos próprios para fazer a reforma política”, explicou. Para ele, Dilma “está sendo ironizada por juristas” com a proposta do plebiscito. “Por que ela não autoriza a base a iniciar a reforma política”, questiona.
Outro tucano, Professor Rinaldo disse que a população quer mudança, mas imediatas. Ele sugere fazer a reforma política por PECs (Proposta de Emenda Constitucional). “As pessoas requerem respostas rápidas”, enfatizou.
Leia mais no jornal Correio do Estado