Política

SINDICALISTAS

Reunião de Dilma termina em divergência

Reunião de Dilma termina em divergência

Redação

26/06/2013 - 17h12
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Acabou em divergência entre as duas maiores centrais sindicais o encontro que a presidente Dilma Rousseff comandou com organizações de trabalhadores nesta quarta-feira. A Força Sindical saiu insatisfeita, prometendo manter a paralisação do dia 11 de julho, e disse que Dilma mal os ouviu. Por outro lado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ponderou que as pautas trabalhistas não eram o assunto do encontro.

“Simplesmente a presidente ouviu as centrais e levantou e foi embora sem nenhum encaminhamento”, relatou o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva. “Essa reunião não foi chamada para discutir a pauta dos trabalhadores”, rebateu Vagner Freitas (CUT). Para ele, a fala de Paulinho da Força foi “uma intervenção absolutamente distorcida”.

“Essa reunião foi chamada para fazer uma discussão sobre a questão das manifestações e do atual momento político do Brasil. E a presidenta disse e nós colocamos na discussão em relação a isso, que é preciso que nessa discussão sejam levados em consideração os interesses dos trabalhadores organizados”, explicou Freitas.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, fez coro com o sindicalista. “A reunião não foi para discutir a pauta das negociações. A questão da reunião foi para ouvir as centrais sobre o momento político que o País vive", disse o ministro. Os representantes de ambas as centrais sindicais declararam apoio à convocação de um plebiscito sobre a reforma política.

Sobre a promessa de greve, o ministro adotou a via diplomática. “Acho que a negociação é fundamental e, na medida em que você busque toda a sociedade, vamos encontrar caminhos que vão levar a encontrar soluções para todos esses problemas”, afirmou.

Protestos

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população.

Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido. 

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