A CPI do Calote pode determinar busca e apreensão na Prefeitura de Campo Grande e nas secretarias municipais, do restante dos contratos de pagamentos feitos pelo Poder Executivo a determinadas empresas e a falta de pagamento a outras. A pedido do procurado-geral do Município, desembargador aposentado Luiz Carlos Santini, o prazo foi estendido, no entanto, o prefeito Alcides Bernal (PP), descumpriu o prazo, dando um “calote” na CPI. Na próxima reunião, a comissão será aberta ao público e irá decidir sobre a questão.
O relator da CPI, o vereador Elizeu Dionizio (PSL), informou que está finalizando um relatório para ser apresentado na próxima reunião da comissão. Ele adiantou que a falta dos documentos, dificultou o cruzamento de informações e atrapalhou o resultado da CPI. “Não tem como analisar os contratos, porque muitos documentos vieram os contratos das empresas, mas não enviaram a cópia dos pagamentos”, disse Elizeu. “Já em outras situações mandaram a licitação e não repassaram os contratos”, completou.
O vereador destacou os prejuízos que a falta dos documentos provocaram na inspeção. “Sem dúvidas, os trabalhos ficaram comprometidos, preciso dos demais documentos para que eu possa fazer cruzamento de informações”, disse Elizeu. “Eu não sei se é uma inexperiência administrativa, por ser de primeiro mandado, por não ter uma boa equipe e assessores ou se é uma sistemática para ganhar tempo mesmo”, observou.
O relator da CPI afirmou que vai propor à comissão busca e apreensão dos documentos que faltam para dar continuidade aos trabalhos. “Vou apresentar o relatório de tudo que foi entregue e vou sugerir alguns encaminhamentos, um deles é a busca e apreensão dos documentos onde for necessário”, pontuou Elizeu Dionizio.
Pelo que parece a Casa de Leis vai ‘tremer’ na próxima reunião da CPI” - Paulo Siufi, presidente da CPI
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