O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou hoje que "não houve absolutamente nenhum erro" ao utilizar um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para fins particulares.
Segundo ele, "era uma prática". Em discurso em uma cerimônia para o lançamento do portal do Congresso Nacional na internet, Renan tocou no assunto e listou as providência que adotou.
"Não houve erro absolutamente nenhum. Era uma prática. As dúvidas continuaram, consultamos o conselho [de Transparência], fizemos o depósito [bancário], aprovamos requerimento para FAB disponibilizar as informações no Congresso. Não tenham nenhuma dúvida de que qualquer distorção será corrigida", disse Renan.
A Folha de S.Paulo revelou que Renan Calheiros voou com a mulher para uma festa de casamento em Trancoso, na Bahia. Inicialmente, Renan disse que não iria ressarcir os cofres públicos, depois da repercussão devolveu R$ 32 mil.
O presidente do Senado solicitou 27 voos desde que assumiu, em fevereiro, até junho. Além de Alagoas, seu reduto político, foi ao Rio, São Paulo, Ceará e à Bahia. O antecessor de Renan, José Sarney (PMDB-AP), voou 18 vezes no mesmo período de 2012.
A Presidência da Câmara solicitou 61 voos até junho - 47 pedidos pelo presidente, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que teve Natal como um dos principais destinos. Nove pedidos partiram do deputado André Vargas (PT-PR), que substituiu Alves em ao menos três ocasiões.
A Folha de S.Paulo mostrou no início do mês que Eduardo Alves usou um jato oficial para levar a noiva e amigos para a final da Copa das Confederações, no Rio. Ele devolveu à União R$ 9.700.
Desde ontem, o governo passou a disponibilizar os dados sobre as viagens das autoridades com aviões da FAB.