O diretório nacional do PT endossou hoje as críticas ao deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) feitas pela bancada da sigla na Câmara. Rachado, o diretório chegou a ensaiar a aprovação de moção contra a permanência de Vaccarezza na coordenação do grupo que vai discutir a reforma política na Câmara, mas por 43 votos a 27 optou por manter a posição do líder José Guimarães (PT-CE).
Em nota, Guimarães disse que o deputado petista não expressa o pensamento da bancada, nem do partido, mas sim o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) - indicado como membro do PT para o grupo.
Vaccarezza foi escalado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para coordenar o grupo de trabalho. A nomeação do petista irritou a presidente Dilma Rousseff e a cúpula do PT depois que ele se manifestou publicamente contra o plebiscito proposto pelo governo. Quarenta deputados petistas divulgaram um manifesto contra a permanência do petista na coordenação e defenderam o nome do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que comandou o projeto de reforma na Câmara.
Na reunião de hoje, o diretório do PT insistiu que há tempo para o Congresso aprovar o plebiscito a tempo das mudanças estarem em vigor as eleições de 2014, apesar de o PMDB, outros aliados e o próprio Vaccarezza terem descartado a sua aprovação.
"Para nós, as mudanças deveriam ocorrer já em 2014. Pelo menos o que diz respeito ao fim do financiamento privado das campanhas, que favorece o poder econômico e induz à corrupção, assim como as listas partidárias", disse o presidente do PT, Rui Falcão.