O grupo de trabalho da Comissão Nacional da Verdade que investiga a repressão a sindicalistas durante a ditadura militar (1964-1985) quer ter acesso a documentos do Ministério do Trabalho que, segundo os membros do GT, trazem informações detalhadas sobre a perseguição a trabalhadores no período.
"Recebemos informações de que existe vasta documentação no Ministério do Trabalho. Esses documentos vão nos dar um panorama. Já temos informações de mais de 400 sindicatos que foram invadidos no dia do golpe de 1964, agora queremos ter acesso a esses documentos porque era o Ministério do Trabalho que expedia cartas de destituição de diretorias [dos sindicatos]", disse Expedito Solaney, secretário nacional de políticas sociais da CUT.
Segundo a coordenadora da Comissão da Verdade, Rosa Cardoso, pequena parte desse acervo já foi levantada pelo Arquivo Nacional, mas ele não se encontra em boas condições de manuseio. O colegiado já enviou ao Ministério do Trabalho solicitação para ter acesso aos documentos, mas ainda não obteve resposta.