A CPI do Calote da Câmara Municipal de Campo Grande estuda a quebra de sigilo fiscal e bancário das empresas Salute e Jagás suspeitas de serem de fachadas e com contratos milionários na administração do prefeito Alcides Bernal (PP). A reportagem está na edição de hoje (31) do jornal Correio do Estado.
O presidente da CPI, vereador Paulo Siufi (PMDB), destacou a necessidade de apurar rigorosamente o uso de dinheiro público com empresas, em tese, sem qualificação. Os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito poderão, ainda, investigar a origem dessas empresas, segundo reportagem de Adilson Trindade e Juliene Katayama.
Não está ainda afastada a hipótese de quebrar o sigilo bancário e fiscal da Mega Serv. A empresa foi contratada para substituir a Total Distribuídora de Alimentos, que rompeu contrato por falta de pagamento da prefeitura, para limpeza de 92 postos de saúde.
A sede da Mega Serv fica em Dourados. Mas o seu proprietário, Marcos Antonio Marini, mora em Tangará da Serra (MT).
A CPI do Calote suspeita da ligação perigosa dos responsáveis pela empresa com a administração de Ari Artuzi, que ruiu em consequência de escândalos de corrupção. Artuzi, quase todos os vereadores, secretários, servidores e empreiteiros foram presos pela Polícia Federal por desvio de mais de R$ 30 milhões de dinheiro público. Artuzi só deixou a cadeia depois de renunciar