A juíza Elisabeth Rosa Baisch é criticada pelo advogado de vereadores cassados por não levar em consideração a ação voluntária das testemunhas de defesa. Elas confirmaram o recebimento de combustíveis pelos então candidatos a vereador nas eleições de 2012, segundo reportagem na edição desta quinta-feira (01 de agosto) do jornal Correio do Estado.
Elisabeth, com base no depoimento dessas testemunhas, cassou o mandato de Paulo Pedra (PDT) e Thais Helena (PT). Para a juíza, a declaração tornou-se prova contundente de compra de votos praticada por Pedra e Thaís Helena.
Durante a campanha eleitoral de 2012, dois oficiais de Justiça apreenderam, num posto de combustível, diversos tíquetes com nomes dos vereadores para distribuição de gasolina em troca de apoio político.
Para fundamentar a inocência de Paulo Pedra e Thaís Helena, a defesa convocou para depor os dois voluntários que trocaram os tíquetes por abastecimento no referido posto de gasolina. No depoimento, as testemunhas declararam nunca terem recebido dinheiro ou salário dos vereadores. Mas confirmaram o recebimento de combustível para trabalho voluntário.
O advogado Valeriano Fontoura afirmou que a juíza ignorou a atividade voluntária permitida pela Justiça Eleitoral, e utilizou os depoimentos para determinar a cassação. A reportagem é de Tavane Ferraresi.