O governo decidiu hoje apoiar a proposta de emenda constitucional que pretende acabar com o regime de exclusividade de médicos nas Forças Armadas. A proposta foi levada por líderes da base aliada no Senado à presidente Dilma Rousseff.
Eles se reuniram no fim da manhã desta terça no Palácio do Planalto por quase três horas. Segundo a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), também presente na audiência, a ideia é levar a proposta ao plenário até amanhã.
"Uma das coisas mais positivas da reunião foi de que no Senado há uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição], a PEC 122, que trata exatamente da questão dos médicos das Forças Armadas, que hoje eles têm uma restrição de poderem atuar durante o período em que eles trabalham nas Forças Armadas, de também poderem atuar na parte do SUS, ou seja, em atendimento", disse a ministra.
O projeto, de autoria do ministro Marcelo Crivella (Pesca), está pronto para ir à votação e foi recebido pelo Palácio do Planalto como uma forma de compensar de maneira mais imediata a carência de médicos em regiões isoladas do país. O programa Mais Médicos, carro-chefe do governo para a saúde e que pretendia suprir a falta desses profissionais em áreas remotas, não teve inscritos para municípios sem médico nenhum em sua primeira etapa.
"É uma perspectiva de termos um reforço significativo de médicos, principalmente porque as Forças Armadas estão localizadas em áreas de difícil acesso", disse Ideli.
A ministra reiterou que a derrubada da dedicação exclusiva de médicos das Forças Armadas, contudo, não estaria atrelada à sua atuação no programa federal. No entanto, nada impediria que eles pudessem também atuar no projeto. "Seria um facilitador", disse.