Política

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"E Dilma voltou a sorrir", diz El Paìs

"E Dilma voltou a sorrir", diz El Paìs

Redação

13/08/2013 - 04h00
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A pesquisa do Instituto Datafolha que aponta o aumento da popularidade da presidente do Brasil, Dilma Rousseff é destaque na página do jornal El País, de Madri, neste domingo (11/08). Com o título “E Dilma Rousseff sorriu”, a reportagem dá destaque à expressão de alegria da presidente brasileira, após dois meses de “inferno astral”, que deixou a sua expressão como se “um tsunami havia caído em cima dele”. A matéria diz que a popularidade de Dilma caiu mais de 40 pontos, mas já está em alta de 36% e “o sol começa a aparecer para ela [Dilma Rousseff] em meio às nuvens”.

A reportagem apresenta uma sequencia de questionamentos quanto as próximas eleições no Brasil. “Será que passou o pior para a primeira mulher presidente do Brasil? Ela continua para as próximas eleições, mantendo essa tendência e desmentindo o perigo com relação a sua candidatura à reeleição no próximo ano? Seu próprio partido, o PT, se pronunciando pelo seu presidente, Rui Falcão, disse que todas as hipóteses estavam abertas". E vários líderes de partidos que apoiaram até agora seu governo também começaram a dar sinais de querer sair do navio”, destacou o jornal.

O veículo destacou a economia brasileira, colocando o PIB como um dos mais baixos do continente, citou o aumento da inflação e a subida do dólar, a baixa na produção industrial, como sendo esse cenário, além dos protestos nas ruas brasileiras, como responsáveis pela queda na popularidade de Dilma. “Dilma não tinha motivos para sorrir”, disse o jornal. Para superar a crise, diz a reportagem, a presidente do Brasil respondeu às manifestações de seu país, com reformas e benefícios sociais, algumas não bem aceitas pelo Congresso, mas Dilma se manteve firme.

Segundo o jornal, o sorriso de Dilma tem motivos. A inflação começou declinar, a indústria já apresenta números positivos, o emprego cresceu, o dólar começou a desacelerar e, na nova pesquisa Datafolha, Dilma recupera os eleitores. Numa avaliação sobre as próximas eleições brasileiras, o jornal cita Marina Silva como uma potente candidata, mas “virgem por querer governar sem aceitar concessões nas alianças partidárias”. Sobre Aécio Neves, o veículo o coloca como “jovem novo líder da oposição PSDB, que seria agora o seu grande momento, se não fosse o escândalo do suposto cartel do Metro de São Paulo, que surgiu para acabar com a sua festa”. Já o “jovem” Eduardo Campos do PSB, “cujos olhos azuis seduz o voto feminino, ainda não é visto como oposição”, destaca a matéria, que coloca como “o único perigo real para o PT seria a nomeação do Chefe de Justiça Joaquim Barbosa, o primeiro juiz negro do Supremo, mas ele [Joaquim Barbosa] jurou não estar interessado em política”, diz o texto.

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